Raul Seixas - Novo Aeon (1975)
Esse é um álbum bem interessante e que se sobressai na discografia de Raul. A maioria das canções são inspiradas em ritmos dos anos 50 e na fase de ouro do rock n´ roll. Contém a clássica "Tente Outra Vez" e a bonita "Tu És o MDC da Minha Vida". A única coisa feia do disco é o título.
"Rock do Diabo" é uma canção com a mesma estrutura do rock cinquentista, baseado em blues. "A Maçã" é cantada com um vocal quase feminino e lembra "Gita" melodicamente. "Eu Sou Egoísta" volta para os rocks a là Elvis.
Com "Eu Sou Egoísta" ele parece ter o forró como influência e faz uma letra que remete ao Caetano. Voltando ao rock, temos "A Verdade Sobre a Nostalgia", na qual o artista reconhece sua influência cinquentista: "eu não nego que a poesia dos 50 é bonita, mas todo o sentimento dos 70 onde é que fica?"
"Paranoia" nos devolve ao clímax de "A Maçã". Com algumas passagens engraçadas, a poesia não se faz lá essas coisas todas. Possivelmente faz uma referência ao uso de drogas. "Peixuxa" começa com um pianinho a là "Ob-La-Di, Ob-La-Da" e tem um ritmo infantil. Mas é boa, apesar do título horrível.
"É Fim de Mês" tem um ritmo bem nordestino, o que a faz bem gostosinha de se ouvir. A letra é, no mínimo, interessante, com passagens como: "tô terminando a prestação do meu buraco, do meu lugar no cemitério pra não me preocupar de não mais ter onde morrer."
A letra de "Sunseed" é em inglês e tem clara influência de John Lennon, principalmente daquela fase de Plastic Ono Band e Imagine. Com "Caminho II", inicia uma poética mais minimalista e direta, com frases no estilo de "o caminho de sangue é o chicote".
A música derradeira é "O Novo Aneon", um rock inovador e criativo, com influências provavelmente de Buddy Holly. E, dessa forma, termina essa excelente obra do grande Raul Seixas.
"Rock do Diabo" é uma canção com a mesma estrutura do rock cinquentista, baseado em blues. "A Maçã" é cantada com um vocal quase feminino e lembra "Gita" melodicamente. "Eu Sou Egoísta" volta para os rocks a là Elvis.
Com "Eu Sou Egoísta" ele parece ter o forró como influência e faz uma letra que remete ao Caetano. Voltando ao rock, temos "A Verdade Sobre a Nostalgia", na qual o artista reconhece sua influência cinquentista: "eu não nego que a poesia dos 50 é bonita, mas todo o sentimento dos 70 onde é que fica?"
"Paranoia" nos devolve ao clímax de "A Maçã". Com algumas passagens engraçadas, a poesia não se faz lá essas coisas todas. Possivelmente faz uma referência ao uso de drogas. "Peixuxa" começa com um pianinho a là "Ob-La-Di, Ob-La-Da" e tem um ritmo infantil. Mas é boa, apesar do título horrível.
"É Fim de Mês" tem um ritmo bem nordestino, o que a faz bem gostosinha de se ouvir. A letra é, no mínimo, interessante, com passagens como: "tô terminando a prestação do meu buraco, do meu lugar no cemitério pra não me preocupar de não mais ter onde morrer."
A letra de "Sunseed" é em inglês e tem clara influência de John Lennon, principalmente daquela fase de Plastic Ono Band e Imagine. Com "Caminho II", inicia uma poética mais minimalista e direta, com frases no estilo de "o caminho de sangue é o chicote".
A música derradeira é "O Novo Aneon", um rock inovador e criativo, com influências provavelmente de Buddy Holly. E, dessa forma, termina essa excelente obra do grande Raul Seixas.
- Avaliação: A-
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