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Mostrando postagens com o rótulo Chico Buarque

Álbuns de "volta à ativa"

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É natural para todo artista passar por períodos ruins ou de pouca criatividade. Só que é também de se esperar que ele volte a fazer trabalhos de qualidade depois desse tempo. Isso aconteceu repetidas vezes e, aqui, vou listar as mais memoráveis, na minha opinião. Elton John - Songs from the West Coast (2001) Os anos 90 do sir  Elton John não foram muito bem recebidos pela crítica. Apesar de eu gostar muito de Made in England , seu álbum de 1995, também reconheço que foi um período mediano em sua carreira. Seu próprio letrista, Bernie Taupin, detesta The Big Picture , de 1997. Foi então que, em 2001, talvez aproveitando a chegada do novo milênio, Elton lança uma verdadeira obra-prima, que é Songs from the West Coast . Minhas recomendações do álbum são "I Want Love", que inclusive tem um clipe belíssimo com o Robert Downey Jr., e "This Train Don't Stop There Anymore", cujo clipe é com o Justin Timberlake (fantasiado como o Elton John dos anos 70). Pau...

Meus compositores favoritos (parte 1)

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Olá, leitores! Bem, estou fazendo uma nova série de posts, chamada "Meus Compositores Favoritos", onde vou elencar e comentar sobre a carreira musical dos meus artistas preferidos. Nessa revisão, começo com Paul McCartney e Chico Buarque. Espero que gostem do texto. Abraços. Paul McCartney Macca, como é também chamado pelos fãs, é o artista mais interessante que já conheci. Seja como Beatle, Wing ou na carreira solo, Paul foi esplêndido em tudo o que fez. Sua obra é marcada pela imensa qualidade melódica, lírica e de arranjos. Multi-instrumentista, canhoto e vegetariano, sempre foi coerente com suas ideologias (como o protecionismo de animais) e levantou a bandeira da paz (em canções como “Pipes of Peace”). Fez sua primeira composição, “I Lost My Little Girl”, em 1956, quando contava com 13/14 anos. Mais tarde, conheceu John Lennon, líder de uma banda chamada Quarrymen, de Liverpool. Fizeram algumas gravações caseiras e passaram algum período sem baterista, d...

Discos que adoro, mas que são considerados medianos

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Beatles - For Sale Talvez o álbum de menor sucesso dos "fab four", Beatles for Sale nos traz uma foto pouco chamativa e nome não tanto carismático. Porém, as músicas nele presentes são de extrema qualidade. "No Reply" tem uma das melhores melodias dessa fase dos Beatles, apesar de ter letra meio básica. "I'll Follow the Sun" nos mostra um Paul saudosista, cantando uma canção que tinha feito em 1960. Só que o destaque mesmo do álbum é "Eight Days a Week", música que conquistou sucesso no mundo todo, tornando-se talvez no único hit desse disco. Bob Dylan - Nashville Skyline Lançado em 1969, esse trabalho mostra um Dylan mais relaxado, sem se preocupar em ser revolucionário ou complexo. É sua investida no country , ainda que contenha músicas de outros estilos. Considerado morno, raramente é citado em listas de melhores discos do Dylan. Mas, pra mim, está entre os seus cinco melhores trabalhos. Elton John - Blue Moves   Co...

Chico Buarque - Chico Buarque (1978)

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Esse é o disco mais completo de Chico e, segundo o próprio, uma "salada de frutas", pois mescla músicas que têm histórias bem diferentes entre si. Por exemplo, temas anteriormente censurados ("Cálice", "Apesar de Você" e "Tanto Mar"), cantados por mulheres ("O Meu Amor"), duetos ("Pedaço de Mim"), novos ("Feijoada Completa" e "Trocando em Miúdos"), em espanhol ("Pequeña Serenata Diurna") e modinhas ("Até o Fim"). De fato, o autor, nessa fase, estava mais maduro e compondo muito bem, com a qualidade que o levaria a ser um dos maiores compositores do Brasil. Abrindo a obra, temos "Feijoada Completa", um samba com letra carregada e que conta como se faz uma feijoada, feita pela mulher do eu-lírico. Na letra, diz: "joga o paio / carne seca, toucinho no caldeirão / e vamos botar água no feijão". A próxima faixa, "Cálice", feita em parceria com Gilberto Gil e ...

Chico Buarque - Meus Caros Amigos (1976)

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Antes de mais nada, eu quero dizer que este disco e o posterior são os meus preferidos não só do artista, mas da música brasileira na sua totalidade. Dificilmente se consegue reunir tanta qualidade musical numa só obra, imaginem em duas. Bem, nesse álbum de 1976, o músico nos mostra um outro Chico. Até então, estávamos acostumados ao Buarque dos sambas no final dos anos 60 e o de   Construção   [A+] , uma obra-prima um tanto melancólica. Agora, éramos apresentados a um artista versátil e genial, que assinava parcerias com Francis Hime e lançava músicas para peças e filmes. Meus Caros Amigos  reúne canções que  foram feitas de 1971 até 1976, uma época de censura e pouca liberdade musical. Abrindo a obra, temos "O Que Será (À Flor da Terra)", uma das versões da composição (existem outras duas). Até hoje essa canção continua na cabeça de muitos, tendo uma forte poética e melodia chamativa. "Mulheres de Atenas", em parceria com Augusto Boal, é a segunda faixa, qu...

Chico Buarque - Paratodos (1993)

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O disco que levou Chico de volta às paradas de sucesso se inicia com a faixa-título, que mais parece uma canção de Luiz Gonzaga, um baião muito gostoso e de melodia grudante. Na letra, o compositor homenageia grades nomes da música brasileira, tal como Tom Jobim e Dorival Caymmi. "Choro Bandido" também se destaca nessa obra, dizendo "mesmo que os cantores sejam falsos como eu / serão bonitas, não importa, são bonitas às canções", talvez numa auto-crítica ao seu canto que, nesse disco, diga-se de passagem, está muito bom. "Tempo e Artista", talvez um pouco monótona, não se faz das melhores canções, mas, se você for fã do cantor, pode dar uma conferida nela. "De Volta Ao Samba", um clássico dessa nova fase de Chico, comemora a sua própria volta à música, depois de sua pausa para escrever o livro Estorvo , lançado em 1991. "Eu sei que fui um impostor, hipócrita, querendo renegar seu amor", pede desculpas ao samba. "Sobre Todas...

Chico Buarque - Chico Buarque (1989)

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A charmosa "Morro Dois Irmãos" inicia esse disco de Chico Buarque, não tão bem quanto "O Velho Francisco" inicia o álbum anterior, mas consegue ser interessante. Com "Trapaças", a segunda faixa, a obra se mantém num bom patamar. "Na Ilha de Lia", composta em parceria de Edu Lobo, é lenta e charmosinha, mas não tão boa. A introdução de "Baticum" lembra a de "Alagados", dos Paralamas do Sucesso. Nos seus versos, aparecem "Bia falou: ah, claro que eu vou / Clara ficou até o sol raiar / Dadá também saracoteou". A canção é animada e tocada num ritmo rápido. Ela foi composta em parceria com Gilberto Gil. "Permuta dos Santos", novamente feita com Edu Lobo, é um tanto divertida e tem uma parte cantada em coro. E, enfim, chegamos à canção mais conhecida do álbum, "O Futebol", que diz "para estufar esse filó / como eu sonhei só se eu fosse o Rei / para tirar efeito igual ao jogador". O can...

Chico Buarque - Francisco (1987)

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"Hoje é dia de visita / vem aí meu grande amor / ela vem toda de brinco, vem todo domingo, tem cheiro de flor" canta Chico na primeira canção do álbum, "O Velho Francisco", que conta a história de um ex-escravo. Nesse disco, o autor faz literatura em música, sendo esse o maior atrativo da obra, que nos mostra um compositor mais maduro e cuidadoso. "As Minhas Meninas" tem arranjos que nos remetem a Tom Jobim. Na melodia, parece-se com aquelas canções secundárias de seus primeiros discos, só que com letras melhores. "As minhas meninas pra onde é que elas vão se já saem sozinhas?", indaga o compositor. No jogo de palavras, repete-se muito a letra "m", numa poesia um tanto caetânica. "Uma Menina" talvez ficasse mais interessante se fosse tocada em um ritmo mais rápido e com arranjos inovadores, mas mesmo assim, é uma canção a se conferir. Ah, uma curiosidade dessa obra é que ela tem três capas, dessa forma, coloquei a que ac...

Chico Buarque - Chico Buarque (1984)

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Depois do projeto O Grande Circo Místico , Chico se concentra no seu novo álbum e, mais uma vez, o nomeia com seu próprio nome (esse ato era comum no Brasil antigamente). A primeira canção é excelente, "Pelas Tabelas", que contém os versos "ando com minha cabeça já pelas tabelas / Claro que ninguém se toca com minha aflição". Os versos são intermináveis e sempre se juntam com o posterior, na qual é, talvez, a melhor canção do álbum. "Brejo da Cruz", criativa e cativante, mantém a boa qualidade da obra. O canto do artista parece ecoar, num efeito bem bolado pelo produtor do disco. A letra, um lamento acerca da pobreza humana, contando a história de meninos azuis de fome que, literalmente, se "alimentam" de luz. Em parceria com Dominguinhos, "Tantas Palavras" se faz presente, dando um clima mais leve e lento ao álbum. É bonita e muito bem arranjada, com uma sanfona (talvez do co-autor) e piano marcante. A interessante "Mano a M...

Discografia comentada: Chico Buarque

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Chico Buarque de Hollanda - 1966 Esse álbum é um conjunto de sambas que Chico havia guardado desde que começou a compor, com "Tem Mais Samba". É um disco de altos e baixos, que tem seus pontos fortes em "A Banda", "A Rita", "Ela e sua janela", "Pedro Pedreiro" e "Olê Olá". De resto, tem somente músicas tediosas e algumas forçadas. Enfim, é um disco que você pode adquirir partes dele, com toda a tecnologia de hoje em dia. Eu só compraria o álbum se realmente fosse colecionador. B+ Chico Buarque de Hollanda - 1967 Esse disco contém as atemporais "Noite dos Mascarados", "Com açúcar, com afeto", "Fica" e "Quem te viu, quem te vê". O lado B é quase dispensável. O próprio Chico admite que ficou com menos sambas da época em que compunha e guardava. Ele, agora, tinha que compor e lançar, e o estoque estava acabando. B+ Chico Buarque de Hollanda - 1968 O meu avô tinha esse vinil. ...